O outro lado
maio 13, 2011, 12:22 am
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Meu ideal seria escrever sobre a vida e tudo o que ela proporciona de bom a mim. Mas por que temos só olhos para as coisas que nos fazem tristes?

E aquela risada de manhã? E aquele amor correspondido? E aquele bolo quente no final da tarde? E aquelas compras de até estourar o cartão de crédito? E as músicas escutadas que fazem te dar um sorrisinho no canto da boca? Cadê o significado das coisas boas? Cadê a importância que deveríamos dar?

Mas, quando deparamos com algo que nos deixa tristes, é como se o universo virasse de pernas para o ar sem saída e transformamos o problema em um mundo maior que o nosso.

Esquecemos que tudo passa e que no final sempre dá certo. E o pior: esquecemos que ser feliz  é a melhor coisa que existe. Porque a felicidade é um imã para atrair todos os elementos positivos de nossa vida.

Acredite nisso e comece a escrever.

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Grandes borboletas pequenas…
janeiro 4, 2011, 3:58 am
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Estou com uma vontade tremenda de virar uma borboleta agora. De voar, voar, voar sem destino e sem direção até encontrar um lugar calmo e com luz. Estou me sentindo livre igual a elas. Não há mais barreiras e não há mais tristeza. Espero.

Aliás, pode até ter sim, mas vou ser forte e voar para bem longe delas, porque tudo já está resolvido. Não há mais tensão, ansiedade e, infelizmente ou felizmente, esperanças.

Não sei se eu estou fazendo um caminho certo, mas irei vê-lo o que é certo, errando. Estou com o meu pensamento e minha consciência limpa para vivenciar novas experiências. A vida está me obrigando a isso.

Não sei realmente como eu estou me sentindo, mas é como se uma de minhas asas querer repousar e esperar mais um pouco caso aconteça alguma surpresa, e a outra asa querer voar para o infinito.

Ao som de Remembering Sunday, não fico triste agora. Fico leve. Fico bem. Quero viver a minha vida feliz, com ou sem a sua vida ao meu lado, independente de como seja. Quero ser essa borboleta voando tranquilamente e procurando um lugar favorável a ela para pousar. E ali ficar.

Duda Gérry



Love sucks?
dezembro 20, 2010, 2:21 am
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Pelos meus próprios pensamentos e desvaneios, depois de um sofrimento amoroso contínuo, vem a fase de extremo gelo, onde não acredita-se mais em tudo o que dizem, não acredita-se em achar alguém para fazê-la feliz novamente, não acredita-se mais no amor. Não consigo saber ainda se tudo isso é bom ou ruim.

Uma das consequências mais notadas depois de tudo foi o amadurecimento e a parte de deixar a emoção de lado e pensar um pouco na razão. Minha mente seguiu o meu coração para crescerem juntos e achar um equilíbrio para viver. Porém, por estar pouco sensível, desacreditada, e menos derretida por palavras de meninos, este equilibrio está sendo procurado ainda. É meio dificil ver que não consigo achar alguma forma para acreditar em amar novamente depois de tudo o que passei.

Tenho colocado a responsabilidade em amenizar este fato no tempo. Dizem que ele resolve tudo, e acreditar que é apenas uma fase e que logo acabará. É muito dificil uma menina sonhadora e romântica se acostumar a nova vida amorosa, mas para um lado é bom, visto que assim não irá amar, e logo, não irá sofrer.

Que isto não dure por muito tempo, por favor.

 



True love, where are you?
dezembro 4, 2010, 11:28 pm
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Hoje em dia, um ‘eu te amo’ ou um ‘vai ser pra sempre’ está sendo falado como um bom dia,  um tchau, até logo. As pessoas não sabem tamanho significado que essas duas frasezinhas, entre outras, possuem. Estas pessoas esquecem das suas mentes vulneráveis e que nada é eterno.

Basta se conhecer em alguma festa ou até mesmo em rede social, e depois de umas duas semanas já começam a falar essas frases mágicas. Aliás, deixaram de ser mágicas a partir do uso inadequado delas.

Se um dia estivessem convictos do sentido real dessas frases, uma parte deste mundo seria frio feito uma pedra de gelo. Só que teriam também as chamas de fogo ardentes, que veriam e sentiriam o verdadeiro e admirado amor.



amor, amor, desamor.
novembro 10, 2010, 3:38 pm
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“Eu não odeio esta fase, afinal creci.” (Rancore)

Concordo parcialmente com essa frase. Está claro que de tudo o que passei, aprendi a não me iludir com apenas palavras, a dar importância ao tempo e me amar acima de todas as coisas. Mas eu odeio sentir a sua falta.

Eu sei que não vai adiantar nada, mas queria te dizer que estou com saudades de ouvir Remembering Sunday e ficar feliz; da sua carinha fofa quando colocava um boné de aba reta e daquela também tirando sarro de mim; daqueles carinhos acolhedores, da sua voz, de você me chamando de feia e ficando sempre bravo comigo; tenho saudades de quando você não me entendia. Tenho saudades do amor que você dizia sentir por mim, dos nossos planos e do seu beijo. Tenho e morro de saudade de você.

Depois de tudo o que passou, não sou uma ser humana que tem um coração feito gelo e esquecer tudo em um piscar de olhos. Pode até ser um erro meu, mas quando eu me envolvo, eu faço isso intensamente.

Eu sei que não vai ter volta, mas isso não quer dizer que eu não queira. Apenas não vai ter porque não conseguimos mudar o nosso jeito de ser para agradar as pessoas. Os nossos defeitos, independente de qualquer coisa, estarão com a gente pra sempre. E uma pessoa que não aceita isso é a mesma coisa que não me aceitar e não me amar. E não existe um relacionamento sem amor.

Odeio quando te vejo depois de tudo isso que aconteceu e de sentir ainda borboletas no meu estômago. Odeio você me ignorar e nem ligar para a minha existência, de ver que você está muito bem sem mim.

Posso te chingar, ficar com raiva e dizer da boca pra fora que não preciso de você, mas todo mundo precisa de alguém. Porém, depois eu vejo que estou me enganando, porque está sendo bem dificil sobreviver sem você aqui, comigo.

Já tentei preencher o vazio que existe em mim, mas a única pessoa que tem o encaixe perfeito para isso é você. Então concluo que este buraco vai durar por muito tempo…

Ass: Duda Gérry



Apenas uma reflexão de tarde
setembro 28, 2010, 9:01 pm
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Noto três crianças descendo em uma rua, brincando de pega-pega. Olho para baixo, e vejo cachorros pulando e correndo pra lá e pra cá. Ao meu redor, vejo poucas pessoas andando, e a minha frente um muro.

Um muro antigo, cinza e cheio de manchas. É como se fosse, exclusivamente para mim, um limite de alguma coisa. Volto a me concentrar no motivo principal de eu estar às 17h30 da tarde, em um dia frio e nublado sentada em uma calçada em construção sozinha. Ele não vai vir, ele não vai ligar. Não ter esperanças nessas horas às vezes é uma boa escolha. E não esperar dos outros também. Colocar em minha mente que posso reverter essa situação é perda de tempo, sendo que não depende só de mim. Depende dos dois.

Olho para cima e vejo alguém vindo em minha direção. É ele, é ele… Não. Não é.

Os meus olhos já estão cansados de se moverem para cima e para baixo a fim de encontrar algo que queira ver. Eles se sentem mais relaxados ao ver o muro, como se fossem abrir um portão para ir mais adiante dele. Mas não tem como.

Reparo novamente nas três crianças brincando. Elas que não tem nenhuma preocupação e nem mente pessimista, e principalmente que vivem o agora, diferente de uma menina que busca algo, mas tem a certeza de que não irá alcançar, e prefere observar o muro tentando achar alguma solução para tudo isso.



Desejo de muitos, dádiva de poucos
setembro 5, 2010, 9:25 pm
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Pode parecer que quando se está bem, a felicidade caminha lado a lado, te fazendo a pessoa mais feliz do mundo, com um sentimento de eternidade. Porém, quando, de repente, algo te abala, um sentimento totalmente ao contrário te completa, como a tristeza e a angústia. Mas aí vem a pergunta: se tivessemos realmente a felicidade dentro de si, teriam momentos tristes?

A felicidade é algo incondicional, um sentimento diferente de encontrar no ser humano. Ao falar-se que está feliz, na verdade, está vivendo momentos felizes, que irão terminar logo quando se deparar com algo deprimente, tornando o momento triste. Momentos. É algo que define a vida da maioria das pessoas, porque a felicidade em si nada nem ninguém conseguiria destruir e abalar. É viver intensamente cada minuto como se fosse único, não se importando com a maldade do mundo, o que é quase impossível nos dias de hoje.

Para buscar essa tal felicidade, devemos dar valor às coisas simples da vida, ter paz interior, não se apegar totalmente à matéria, é ter amor próprio. Com ela, é notável a evolução social, moral e principalmente espiritual.

Se deparar com uma pessoa que, apesar de seus problemas, estar de bem com a vida, pode ter certeza que ela encontrou uma parte de sua felicidade, porque a outra parte não se encontra aqui.

Sentimentos perfeitos na sua pureza, como a felicidade e o amor, são extremamente difíceis de serem sentidos, porém resta a esperança de encontrá-los pois é real a existência dos mesmos, ainda que distante.